domingo, 9 de agosto de 2009

A Seppir Informa: Combate ao Racismo


Conferência de Revisão de Durban
A Conferência de Revisão serviu para reforçar o compromisso das nações em torno do cumprimento da Declaração e Plano de Ação de Durban, com o revigoramento das ações, iniciativas e soluções práticas no combate ao racismo.
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sábado, 8 de agosto de 2009

Brasil Quilombola

PROGRAMA
BRASIL QUILOMBOLA



Brasil Quilombola - O Programa Brasil Quilombola, criado em 2004, coordena as ações governamentais para as comunidades remanescentes de quilombos, com ênfase na participação da sociedade civil. O programa é coordenado pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ligada à Presidência da República, e tem suas ações executadas por 23 órgãos da administração pública federal, além de empresas e organizações sociais. O Incra é o responsável pela regularização fundiária das comunidades quilombolas.

O conceito de quilombo designa os grupos étnico-raciais que assim se identificam. Com relações territoriais próprias, as comunidades quilombolas possuem costumes, tradições, aspectos sociais, culturais e econômicos que as caracterizam e distinguem de outros setores da coletividade nacional.

O Programa Brasil Quilombola tem como principais bases legais:
  • Artigo 68, do ADCT, da Constituição Federal/88 – Direito a propriedade das terras às comunidades quilombolas;
  • Artigos 215 e 216 da Constituição Federal/88 – Direito a preservação de sua própria cultura;
  • Convenção 168 da OIT – Direito à autodefinição;
  • Decreto nº 4887, de 20/11/2003 – Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das comunidades de quilombos;
  • Instrução Normativa do INCRA nº 49/2008.

Para ver mais sobre o Programa Brasil Quilombola, acesse o link: www.presidencia.gov.br/seppir


Você ainda pode ver o Mapa da População Negra . Estudos Sociodemográficos e análises espaciais referentes aos municípios com a existência de comunidades remanescentes de Quilombos. Confira também o mapa da distribuição espacial da população segundo cor ou raça - Pretos e Pardos - 2000
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Informe Palmares

A Fundação Cultural Palmares em mais um de seus informativos disponibiliza informações de fomento a promoção da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, eventos e incentivos a projetos de promoção à implantação da Lei nº 10.639/03. Para ver na íntegra estes assuntos, acesse o link no final desse informe.

Número 47 - Ano 3 - 1 a 31 de Julho de 2009

ANIVERSÁRIO DE 21 ANOS DA FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES

Fundação Cultural Palmares lança Edital para apoio a projetos de promoção da cultura negra!!!!!!!!

IV Prêmio Culturas Populares: A edição do IV Prêmio Culturas Populares traz instrumentos cada vez mais adequados à participação do público em todo o processo. O concurso reconhece atuações dos mestres das Culturas Populares. Leia mais.

Sepromi recebe projeto para o Dia da Consciência Negra: Os selecionados poderão receber apoio institucional total ou parcial, mediante a celebração de convênio, podendo contar com recursos financeiros no valor máximo de R$ 20 mil cada. Leia mais.

Comunidades quilombolas terão 53 novos títulos até 2010: Herdeiros da tradição de quilombos de 53 áreas remanescentes terão títulos definitivos de posse da terra até 2010. Leia mais.

Encontro Preparatório para a II Conferência Distrital de Cultura: No dia 5/8/2009, às 9h, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional acontecerá o Encontro Preparatório para realização da II Conferência Distrital de Cultura, que se realizará nos dias 17 e 18 de outubro, no Auditório do Museu Nacional. Leia mais.

http://www.palmares.gov.br/sites/000/2/Mailings/2/50/Mailing50.htm

segunda-feira, 18 de maio de 2009

III Semana da Africa - Salvador/BA
AFRICA: DINÂMICAS SOCIAIS, POLÍTICAS E CULTURAIS NA CONTEMPORANEIDADE


Estudantes africanos na Bahia com a colaboração de Estudantes do Programa em Estudos Étnicos e Africanos (POSAFRO) da Universidade Federal da Bahia, organizam a III Semana da Africa, , que ocorrerá entre os dias 25 e 27 de maio no Centro de Estudos Afro-Orientais e Faculdade de Economia e contará com a participação de importantes nomes nacionais e internacionais no âmbito dos Estudos Africanos, além de professores professores/as da UFBA, UNEB, UEFS e UESC.

Comissão Organizadora: Artemisa Odila, Luiza Reis, Adriana Cerqueira e Fernanda Gallo.
Maiores informações e programação completa no blog: http://www.semanadaafrica.blogspot.com/

Salvador sedia lançamento do III Fesman no Brasil
Solenidade no dia 25/5 vai ter a presença do
presidente Lula e do presidente do Senegal, Abdoulaye Wade

Release nº 15/2009 18/05/2009

A cidade de Salvador, Bahia, foi escolhida para o lançamento do III Festival Mundial de Artes Negras no Brasil. O evento será realizado no dia 25 de maio, data em que se comemora o Dia da Libertação da África, instituída pela ONU, em 1972. A data simboliza a luta e o combate dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação e representa a memória coletiva dos seus povos e o objetivo comum de unidade e solidariedade na luta para o desenvolvimento econômico do continente.

A solenidade de abertura será no Teatro Castro Alves e terá a presença do presidente Lula, do presidente Abdoulaye Wade, do Senegal, dos ministros da Cultura dos dois países e de diversas autoridades. Serão apresentados shows de artistas, como Margareth Menezes, Carlinhos Brown e Gilberto Gil, entre outros.

O tema para este III Festival é “O Renascimento Africano”. Este encontro das culturas e das artes dos povos negros da África, da Europa e da América traçará um amplo painel da influência das tradições, costumes e religiosidade dos povos negros hoje. Será realizado em Dacar, de 1 a 14 de dezembro deste ano. Alguns nomes já estão confirmados, como a cantora Cesária Évora, os instrumentistas Manu Dibango e Salif Keita, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, entre outros.

A responsabilidade da organização artística e cultural da participação do Brasil no Fesman é da Fundação Cultural Palmares, que, em breve, divulga edital com as regras da seleção. A FCP está realizando reuniões nas principais capitais do país com a intenção de mobilizar os artistas para a apresentação de propostas que ajudarão a difundir a participação da cultura negra brasileira no mundo.

O Brasil é o país homenageado nesta edição do festival. Em seguida ao lançamento do III Fesman, serão realizadas uma série de atividades para comemorar a Semana da África em Salvador. Os eventos estarão distribuídos durante toda a semana de 25 a 31 de maio, como exibição de filmes, palestras e shows, a exemplo do Cortejo dos Blocos Afros, no dia 25, às 18h, na praça de Campo Grande.

________________________________________________________ Assessoria de Comunicação Inês Ulhôa - assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br Jacqueline Freitas - jacqueline.freitas@palmares.gov.br Marcus Bennett - marcus.bennett@palmares.gov.br Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166 http://www.palmares.gov.br/

sábado, 16 de maio de 2009

COLÓQUIO INTERNACIONAL AFRO-LATINIDADE: GLOBALIZAÇÃO E RENASCIMENTO AFRICANO
PRÉ-FESMAN (III FESTIVAL MUNDIAL DAS ARTES NEGRAS)

LOCAL: UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES, RIO DE JANEIRO
DATAS: 29, 30 e 31DE JULHO DE 2009

COMITÊ NACIONAL DE HONRA: Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araujo.
COMITÊ NACIONAL CIENTÍFICO: Carlos Alberto Medeiro, Claudia Miranda, Kabengele Munanga, Jacques d’Adesky, Januário Garcia, Flávio Gomes, José Jorge Siqueira, Alain Pascal Kaly, Sueli Carneiro, Henrique Cunha Júnior, Maria Alice Resende, Marcelo Paixão, Paulino de Jesus Francisco Cardoso e Madiagne Diallo.

TEMAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL: AFRO-DESCENDENCIA NA AMÉRICA LATINA E CARIBE // RELAÇÕES AMÉRICA LATINA E CARIBE COM ÁFRICA
HISTÓRICO: A primeira edição do Festival que escolheu o tema “O Significado das Artes e Cultura Negra na Vida dos Povos” aconteceu em Dacar, no Senegal, no ano de 1966. A segunda edição ocorreu em Lagos, Nigéria, em 1977, com o tema “Civilização Negra e Educação”. O III FESMAN cujo tema será o “Renascimento Africano” será realizado em Dacar, no Senegal, no período de 1 a 14 de dezembro de 2009.

OBJETIVOS: Sendo o Brasil país convidado de honra do III FESMAN, ele terá um papel de destaque tanto na organização do Festival quanto na promoção do evento junto aos países da América Latina e Caribe. Neste sentido, o Brasil realizará antes do Festival em Dacar, dois eventos preparatórios: o primeiro na área cultural em Salvador da Bahia e o segundo de caráter acadêmico no Rio de Janeiro. Desse modo, o Colóquio Internacional Afro-Latinidade visa reunir vários universitários, estudiosos e intelectuais afro-latinos e da diáspora para debater temas considerados centrais no âmbito das discussões ligadas à globalização e à problemática do renascimento africano. O Colóquio Internacional Afro-Latinidade buscará também ampliar o conhecimento sobre a história dos descendentes africanos na América Latina e Caribe, bem como promover maior consolidação dos estudos das relações de cooperação América Latina e Caribe com África.

PARTICIPANTES: Universitários, estudiosos e intelectuais convidados do Brasil, América Latina e Caribe.

PÚBLICO-ALVO: Professores, pesquisadores, estudantes, representantes de movimentos sociais e público interessado nos temas do Colóquio.
SESSÃO DE ABERTURA COM A PRESENÇA DO MINISTRO DA CULTURA, DO PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES, REITOR DA UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES E REPRESENTANTES DO ESTADO E DO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO.
NOTAVEIS HOMENAGEADOS EM RAZÃO DE SUA DEDICAÇÃO À PROMOÇÃO DOS ESTUDOS AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS: Abdias do Nascimento, Joel Rufino dos Santos, Muniz Sodré, Nei Lopes, Embaixador Alberto Costa Silva, José Maria Nunes Pereira, Carlos Hasenbalg, Yeda Pessoa de Castro, Kabengele Munanga e Michael Turner.
MESAS-REDONDAS COM OS SEGUINTES SUB-TEMAS:
1. Políticas educacionais e o legado africano
2. Políticas públicas de ação afirmativa e igualdade de oportunidades
3. Políticas empresariais: diversidade e responsabilidade social
4. Novas tecnologias de informação e de comunicação
5. Relações América Latina e Caribe com África: novas formas de cooperação
6. Cooperação cultural Brasil-África: experiências e perspectivas
7. Cultura e identidade
8. Pensamento e literatura afro-descendente
9. Diáspora, espaço urbano e desenvolvimento sustentável
10. História, emancipação e história pós-colonial
11. Movimentos sociais da diáspora
12. Movimentos de mulheres negras e suas demandas na América Latina e Caribe
13. Afro-latinidade: entre a tradição e a modernidade
OFICINAS: destinadas a um público-alvo total de 150 alunos formados preferencialmente por professores, estudantes universitários e ativistas de movimentos sociais.
Cada oficina terá uma carga horária de seis horas, tendo cada uma 50 alunos no máximo.
1) Movimento pan-africanista: de Londres 1900 a Salvador da Bahia 2006 (Professor Lazare Ki-Zerbo, Fórum Internacional Joseph Ki-Zerbo);
2) Pensamento político africano (Professor Ernest Mbonda, Universidade Católica da África Central)
3) Pedagogia intercultural e anti-racista (Professor Mutombo Kanyana, diretor Universidade Popular Africana / UPAF).
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: Em complemento ao evento acadêmico, será realizada uma exposição fotográfica organizada por Januário Garcia sobre o tema “Memória Afro-Brasileira: Cidadania na Comunidade de Venda Velha”.
COORDENAÇÃO EXECUTIVA: Jacques d’Adesky, coordenador geral e Claudia Miranda, coordenadora adjunta.
PARCEIROS: O Colóquio Afro-Latino tem como parceiros internacionais o Instituto Fundamental da África Negra da Universidade Cheikh Anta Diop (IFAN/UCAD), o Comitê Internacional Joseph Ki-Zerbo, o Conselho Latino Americano de Ciências Sociais (CLACSO) e a Coordenação Internacional do III FESMAN. .
APOIO: A iniciativa do Colóquio Afro-Latino conta com o generoso apoio da Fundação Cultural Palmares do MinC.

quarta-feira, 13 de maio de 2009




Portal Palmares - Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo
Informe Especial 13/05/2009 (portal@palmares.gov.br)

13 de maio, Abolição da Escravatura e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo



"Guerreando pra sorrir"
A lição do meu avô, que casou com minha avó e pariu a minha mãe


Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares
Abolição, palavra carregada de sentidos, dores, afetos e interpretações as mais diversas. Palavra que incendiou corações e mentes no século XIX e estimulou discussões apaixonadas sobre a vida, a liberdade e o futuro da humanidade. Símbolo que titulou movimentos libertários e tornou-se o principal combustível para a entrada do Brasil no século XX. Conteúdo concreto que povoou os sonhos de milhões de brasileiros ao longo de quase 400 anos. Mas, apesar de tudo isso, há uma forte inquietação quanto ao seu significado nos dias de hoje.

Vivemos momentos de perplexidade diante de tanta polêmica e reações indignadas por parte de setores da sociedade brasileira. Isso, por causa das políticas públicas, implementadas para a promoção da igualdade racial no Brasil, mais conhecidas como políticas de ações afirmativas. Por isso, vale perguntar: Para que conquistamos a Abolição? Que idéia ou sentido de liberdade gerada por este ato deve orientar nossas ações nos dias de hoje?

O poeta José Carlos Capinam, ícone do movimento tropicalista nos anos 1960, nos dá uma pista. Com versos poéticos e precisos, no poema/canção Abolição, ele nos ensina: "Acabar com a tristeza, com a pobreza e o apartheid, não fazer da humanidade, a metade da metade, parte branca, parte negra". Pois bem, é com esses versos na cabeça e um tanto de emoção, que gostaria de responder às indagações acima.

Abolição para que a sociedade brasileira conquiste a cidadania plena, o desenvolvimento econômico e social, para que todos seus filhos, independente da cor da pele, de sua origem social ou opção religiosa possam ser tratados com dignidade e igualdade, conforme a Constituição. Mas também para que, em seu nome e em nome de milhões de brasileiros e brasileiras, que empunharam essa bandeira com coragem e distinção, impeçamos que a desigualdade, o racismo e a discriminação, gerados por séculos, naturalizem-se em nosso cotidiano, como parte do nosso jeito mestiço de ser.

Abolição para sensibilizar e conscientizar os homens e mulheres que dirigem o país, em especial aqueles que nos representam na Justiça e no Parlamento, de que a promoção da igualdade racial não pode ser apenas o recheio mágico de discursos vazios sobre a beleza da mestiçagem, o encanto das mulatas etc. Ainda mais quando estudos e pesquisas apontam para a iniqüidade das relações raciais no Brasil, a exemplo do uso do critério da "boa aparência", que leva à exclusão milhões de brasileiros e dificulta a eles o acesso a determinados nichos do mercado de trabalho, como a publicidade, a moda e a televisão.

Abolição para impedir que o conservadorismo e o medo que latifundiários impingem ao campo, sempre que tratamos de regularização da terra, nos leve a ignorar a presença de milhões de remanescentes de quilombos, que, apesar de tanta dor e indiferença, continuam resistindo nos rincões do país, com a viva esperança de que a abolição os alcance de fato e assim possam ter acesso àquilo que lhes pertencem por justiça e direito.

Abolição para superarmos a abissal diferença entre a qualidade do ensino público e privado e a exclusão de um enorme contingente de jovens brasileiros do ensino superior. Afinal, o Brasil contemporâneo, aberto, criativo e plural não pode entregar à própria sorte parte da juventude brasileira a grupos de extermínio e a narcotraficantes. Reconhecer esse direito e possibilitar a reparação histórica por meio da ampliação do acesso desses jovens às universidades públicas é mais que um dever, é um compromisso com o futuro do país.

Portanto, a celebração desses 121 anos da abolição da escravatura no Brasil, só tem sentido se, de um lado, debelarmos a hipocrisia que grassa na sociedade quanto à questão racial (todos consideram que existe racismo no Brasil, mas ninguém se intitula enquanto agente de tal crime), e, de outro, dermos conteúdo real às aspirações de mais da metade da população brasileira. Ou seja, é preciso instaurar a abolição definitiva da discriminação, que ainda persiste no Brasil, por meio de ações concretas que levem à promoção da igualdade racial e social. E nada melhor que o poeta Capinam para nos inspirar: "Abolir essa careta, que esconde a Natureza e que me faz ser teu irmão. Abolindo a velha intriga e guerreando pra sorrir".
________________________________________________________ Assessoria de Comunicação Inês Ulhôa - assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br Jacqueline Freitas - jacqueline.freitas@palmares.gov.br Marcus Bennett - marcus.bennett@palmares.gov.br Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166 http://www.palmares.gov.br/

terça-feira, 12 de maio de 2009

II CONGRESSO DE PESQUISADORES NEGROS DA BAHIA


O II Congresso de Pesquisador@s Negr@s da Bahia, a ser realizado na Universidade Estadual de Feira de Santana, de 24 a 26 de setembro de 2009, será espaço para debates, em perspectiva multidisciplinar, sobre o tema: Outros Caminhos das Culturas Afro-Brasileiras: Confluências, Diálogos e Divergências. A partir deste tema, almeja investir na visibilização de pesquisas sobre temas ligados às populações negras e suas culturas por meio de estímulos à produção e divulgação de novos estudos cuja temática sejam as diversas experiências das populações negras nas várias regiões do estado. Ressalta ainda a necessidade urgente de as pesquisas e estudos das culturas negras na Bahia enfatizarem as trajetórias históricoculturais nas várias regiões do estado e, deste modo, tem como uma das metas principais incentivar a emergência de novos temas e perspectivas de abordagens sobre questões atinentes às populações negras em geral e na Bahia em particular. A escolha da temática para orientar os debates e proposições do II Congresso de Pesquisador@s Negr@s da Bahia leva em consideração que a população e a cultura afro-baiana encontram-se em todas as regiões de nosso estado e apresentam facetas diferenciadas ainda pouco estudadas. Comungando com esta posição, os pesquisador@s negr@s baian@s, de diferentes áreas de conhecimentos, de diversas regiões da Bahia participam de um importante movimento com vistas a dar visibilidade e intercambiar os resultados de suas pesquisas, bem como garantir a ampliação de espaços para debate de suas investigações, propostas e reivindicações que possam contribuir para alterar a realidade sócio-política brasileira.
FUNCIONAMENTO GRUPOS TEMÁTICOS: Os grupos temáticos têm por objetivo organizar as comunicações de modo a privilegiar a interdisciplinariedade, com foco principal em questões relacionadas às culturas negras nas diversas regiões da Bahia.

GT 01 – Poder, Gênero e Raça: desafios e representações
Coord. Cloves Oliveira, Marcos Souza e Claúdia Pacheco Este GT busca reunir trabalhos que tratem de “Poder, gênero e raça”, seja como estudos focados em cada um desses temas, ou que desenvolvam uma articulação entre os mesmos. O objetivo é criar um espaço de reflexão considerando as dimensões teóricas, analíticas ou empíricas dessas questões. O GT acolherá trabalhos que reflitam sobre as relações de gênero, o discurso feminista, raça e etnicidade, classes sociais, questões geracionais e regionais, e suas influências na configuração dos padrões de participação dos sujeitos na sociedade (no mercado de trabalho, político-eleitoral, escola, família, grupos religiosos), das desigualdades, das representações sociais e das políticas públicas. Serão bem-vindos trabalhos que problematizem as disputas e os conflitos em torno de classificações sociais na Bahia e/ou no Brasil, bem como aqueles que investigam as influências das variáveis gênero e raça, na definição dos princípios e dos direcionamentos na implantação de políticas públicas no Brasil.
GT 02 - Desenvolvimento local e arranjos socioeconômicos
Coord. Nilo Rosa, Luis Tomás e Romilson Souza Este grupo tem por objetivo discutir o desenvolvimento econômico nas regiões do Estado, levando em consideração os reflexos deste desenvolvimento no cotidiano das populações afrobrasileiras destas regiões. E ainda, refletir sobre as políticas públicas que possam facilitar ou dificultar os arranjos sociais deste segmento e analisar as estratégias usadas pela educação para influenciar o desenvolvimento econômico deste segmento e ainda discutir como as culturas do grupo propiciam determinados arranjos sociais.
GT 03 - Relações etnicorraciais e ações afirmativas
Coord. Durvalina Santos e Rosangela Souza Este GT contemplará os estudos sobre diversidade cultural, educação e relações etnicorraciais no Brasil. Contemplará ainda os estudos sobre políticas públicas e ações afirmativas, seus programas em universidades públicas e privadas, as relações com a formação de professores e com os funcionários das instituições públicas. Abarcando assim, as relações entre a educação e poder.
GT 04 - Culturas, africanidades e etnia
Coord. Florentina Silva Souza, Marluce Macedo e Walter Altino Este GT privilegiará trabalhos que invistam em discussões a respeito dos modos como as tradições de matrizes africanas (religiosas, estéticas, musicais, corporais, entre outras), e as configurações das relações étnico-raciais são representadas e/ou tematizadas em expressões culturais afrobrasileiras, com especial atenção para as apropriações e reelaborações realizadas por artistas, produtores culturais e intelectuais interessados nos modos como tem sido pensada a temática da afrodescendência nas várias regiões da Bahia. Considerando os objetivos do evento, as propostas de trabalho deverão ter caráter interdisciplinar, abarcar relações entre as várias áreas do saber e, quando possível, enfocar os desdobramentos do tema no campo das políticas públicas.
GT 05 – Organizações e tecnologia
Coord. Jair Nascimento e Célia Oliveira O atual contexto organizacional, pressionado também por questões tecnológicas de toda ordem, impõe uma agenda de pesquisa ampla e urgente. Ademais, a última grande crise econômica (a partir de outubro de 2008) colocou na ordem do dia os dilemas vivenciados pelas organizações científicas envolvendo os assuntos pertinentes à organização, no sentido público, privado ou não-governamental: às políticas públicas; ao meio ambiente; à transparência na gestão pública; planejamento tributário; auditoria; controle interno; finanças empresariais e outras pesquisas que se referem ao campo das tecnologias gerenciais ou de manufaturas.
GT 06 - Saúde da População Negra e Políticas de Saúde: Confluências, Diálogos e Divergências
Coord. Edna Maria de Araújo e Andréia Beatris Silva dos Santos Os estudos relativos à saúde da população da Bahia têm demonstrado diferenças nas prevalências entre grupos raciais. Grande parte das doenças e agravos que afetam a população negra são as mesmas de toda população, entretanto, as populações negras apresentam um perfil mais crítico de saúde como conseqüência de contextos históricos e culturais diferentes. As desigualdades às quais negras e negros estão submetidos tem o racismo como eixo estruturante. Mais especificamente no campo da saúde este determinante tem submetido a população negra às piores condições quando se trata do completo bem estar físico, emocional e social, como proposto pela Organização Mundial de Saúde. Diante deste quadro ,o presente GT abrigará trabalhos que apresentem reflexões sobre saúde da população negra no que tange às políticas públicas, direitos, Sistema Único de Saúde(SUS), violência e racismo institucional.
GT 07 - Performances artísticas afro-brasileiras e seus desafios
Coord. Guacira Cavalcante e Hebert Correia Este GT se propõe a discutir performances artísticas e assim abrir espaços para a reflexão extra-acadêmica, estimular formas de intervenção híbridas e alternativas de problematização das questões que compõem a temática do CBPN. O tipo de atividade apresentada pode consistir em cenas teatrais, atuações musicais, recitais de contos e poemas, exibições de vídeos, fotos, exemplares de artesanatos populares, etc. No entanto, todos deverão, ao final da apresentação – que deverá ser um resumo da expressão artística - comentar a própria Performance e dialogar com o público presente. O tempo destinado à performance será de 10 minutos e o comentário e o debate terão a duração de 5 minutos.

Inscrições:
As inscrições estarão abertas do dia 30 de março ao dia 15 de junho.
CATEGORIAS VALOR
Professores/Pesquisadores 100,00
Educadores do ensino básico 30,00
Alunos de Pós-graduação 50,00
Alunos de Graduação 30,00
Profissionais de saúde, Engenheiros,
Advogados, Administradores
e outros profissionais 100,00
Militantes dos movimentos negros
e de outros movimentos sociais 30,00
Programação Geral
24/09 – Quinta-feira
18:30 – Abertura
19:00 – Conferência de Abertura
25/09 – Sexta-feira
8:00 às 12:00 – Credenciamento
09h às 12h – GTs
12h às 14h – Almoço
14h às 16h – Minicurso
16h às 19h – GTs
20h – Programação Cultural
26/09 – Sábado
08h às 10h – Minicurso
10h às 12h – GTs
12h às 13h – Almoço
13h às 15h – Assembléia Geral
15:30h às 17:30h – Sessão de Encerramento